Morre o grande mestre do Jiu Jitsu Hélio Gracie


Fiquei surpreso hoje quando cheguei em casa e tive a notícia de que Hélio Gracie havia morrido, como aprendiz da arte suave sempre procurei conhecer a história dos melhores e consequentemente nutria admiração pelas lendárias figuras que ajudaram o Jiu Jitsu a chegar ao que é hoje e principalmente o Jiu Jitsu brasileiro, mesmo durante muito tempo sem reconhecimento merecido por estas terras.
O grande mestre morreu nesta quinta-feira aos seus 95 anos aparentemente de uma leucemia, pelo menos foi a informação que tive.
Em vista dessa fatal notícia acho que cabe lembrarmos com o devido carinho alguns dos feitos e ensinamentos do grande mestre.
Teve sua primeira luta aos 17 contra o boxeador Antônio Portugal e venceu em 30 segundos, foi o primeiro lutador a vencer um japonês, elevou o jiu jitsu brasileiro ao estatus de melhor do mundo juntamente com sua família, deixou vários ensinamentos sobre a importância de uma boa alimentação.
Deixo aqui minhas condolências!
Alguns ensinamentos do mestre retirados de uma entrevista a revista Graciemag em 2007.

Graciemag:O senhor tem quase um século de vida. Arrepende-se por ter feito ou não ter feito alguma coisa em tanto tempo?

Hélio Gracie: Engraçado, não lembro de nada que eu desaprove. Sempre fui um garoto normal, só tinha um defeito: era brigador. Pelo menos até tomar duas boas lições da vida. Lembro-me da primeira como se fosse hoje. Eu andava pelas ruas ainda molequinho, antes de conhecer o Jiu-Jitsu. Tinha uns 35kg, mas dizia pra qualquer um: “O que tá me olhando?”. Pois um dia um amigo chamado Gugu me disse: “Caxinha [o apelido de Mestre Helio era Caxinguelê], tem um tal de Benigno aí querendo me dar porrada”. Para defender o Gugu, fui brigar com o sujeito sem nem saber quem era. Perguntei ao cara: “Você quer bater no Gugu?”, e dei logo um soco na cara dele. Levei 20 depois. Fiquei com a cara toda inchada. Me perguntavam o que havia acontecido com o meu rosto. Eu dizia que tinha brigado com o Benigno. Respondiam: “Benigno nada, esse cara é maligno, te deu uma surra!” [Risos]. No fim das contas, concluí que foi uma surra merecida. Primeira lição: não ser injusto, não brigar sem motivo.

E a segunda lição?
Bem, anos depois eu estava num ônibus, indo para a praia de Copacabana, e tinha um rapagão sério e forte, olhando na minha direção. Eu me aproximei dele e disse: “Tá me olhando por quê? Tá pensando que sou veado?”. Mas o cara estava completamente alheio, nem prestava atenção em mim. Ele baixou a vista e disse: “Vá se embora, menino”. Foi de um desprezo tão grande que eu nunca mais perturbei ninguém. Logo depois conheci o Jiu-Jitsu e nunca mais briguei na rua. O sujeito briga na rua porque não acredita em si mesmo, quer afrontar as pessoas para provar alguma coisa. Mas depois que aprende Jiu-Jitsu, ele se fortalece de uma forma que passa a tratar brigas de rua com o mesmo desprezo que aquele cara do ônibus tinha por mim.

O senhor tem medo da morte?
Morte? [Breve risada por parte de Mestre Helio]. Por que medo da morte? Não preciso de nada, não tenho nada, não quero nada. Acho besteira o sujeito ter medo de morrer. Devia ter medo de nascer.

1 Comenta aí!:

Sebastiao disse...

Ele era um grande mestre eu tenho 10 anos eu sou faixa amarela vou para a laranja eu nunca vou para ele era forte ele com seguiu 14 dam eu xegola se eu viver

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