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Uma história cheia de lições
Estou fazendo um treinamento de vendas e esta história foi contada pela pessoa que está ministrando o treinamento acredito que algumas pessoas já a conheçam, mas para que não conhece é uma oportunidade para conhecer e para todos uma chance de aprender com ela.
Sei que é um texto meio longo, mas repleto de lições. Eu já consegui retirar 32 lições dele, leia veja o que você pode aprender e comente aqui para compartilhar com todos.
" Havia certa vez um fazendeiro que vivia da caça, ele tinha uma fazenda com vários empregados em meio a uma floresta e todas as semanas eles saiam para armar suas armadilhas na mata e só voltavam para casa quando haviam tido bons resultados na caça mesmo que isso demorasse alguns dias.
Da fazenda era possível avistar uma montanha e o fazendeiro sempre ficava há observando e dizia a seus ajudantes _ Um dia nós ainda iremos até o topo daquela montanha._ esse era um sonho seu e ele ficava sempre a procurar meios de realiza-lo, planejando.
Em uma semana ele e os homens saíram para caçar e ficaram alguns dias na floresta, quando retornaram as esposas aguardavam seus maridos ansiosas e ficaram ainda mais satisfeitas ao ver que ele retornavam com uma caça muito boa e que renderia alimento para vários dias fora as peles e outros proveitos. Naquela noite o fazendeiro deu um grande banquete para todos, onde havia muita fartura e alegria, já ia alta a noite quando ele pediu silêncio e comunicou _ Homens essa caça foi farta e estou muito contente, quero que vocês descansem porque em nossa próxima caça nós iremos até a montanha saindo de nossa área de costume, por isso eu preciso que vocês preparem bem todos os suprimentos e tudo o mais que se fizer necessário, lembrando-se que vamos precisar escalar. _ dizendo isso ele chamou alguns de seus homens os que estavam a mais tempo com ele e que julgava mais capazes e lhes designou que cada um ficasse encarregado de uma necessidade para a expedição.
Após o descanso todos se prepararam e enfim chegou o dia da caça e logo que o sol nasceu todos estavam a postos aguardando o fazendeiro que apareceu no horário combinado e partiu com seus homens, assim como faziam sempre ele foram espalhando pela mata suas armadilhas até que chegou o limite de onde conheciam, então o fazendeiro lhes alertou _ Continuem a montar as armadilhas, mas em nenhuma situação se afastem do grupo, lembrem-se que daqui em diante estaremos em uma região desconhecida e não sabemos que animais podemos encontrar._
Assim foi feito, ele mandou que alguns homens fossem a frente abrindo o caminho na mata e os outros foram montando as armadilhas. Enfim eles chegaram ao pé da montanha e em seus olhos era possível notar a alegria, pois seu sonho estava perto de se realizar.
Ele mandou que alguns montassem acampamento e outros subiriam com ele e assim foi feito. Um bom tempo se passou até que eles chegaram em um posto da montanha que fosse possível se assentar e ali e mandou que mais alguns homens ficassem de vigia e de apoio tanto para os que continuariam quanto para os que ficaram e prosseguiu na subida. Já no cair da tarde eles conseguiram chegar ao topo seus homens estavam cansados e ele também porém a satisfação era muito maior ele mandou que eles ficassem de vigia e avisassem no caos de algo errado e foi até a beirada da montanha, lá ele pegou sua luneta retirou um lápis e um pedaço de papel do bolso e começou a desenhar... ele olhava para um ponto e desenhava... depois para outro e desenhava e sorria, porque o que ele estava fazendo era traçar um mapa da região e do alto da montanha ele podia ver que frutas nasciam em determinado lugar ou pela vegetação que tipo de animais poderiam viver ali e ficou muito satisfeito, pois viu que ele ainda poderia viver da caça por muito tempo e que talvez suas gerações e a de seus empregados poderiam fazer o mesmo.
Mas de repente ele ouve um tumulto e um dos empregados vem chamar-lhe. Ao retornar até seus homens eles lhe mostram um grande ovo ele logo constata que se trata de um ovo de águia e que se ela retornasse e não encontrasse o ovo ficaria enfurecida e alguma tragédia poderia acontecer, então ele ordenou que todos começassem a descer a montanha e quando questionado quanto ao que se faria do ovo ele mandou que o levassem.
Assim eles desceram e retornaram pela trilha que vieram recolhendo suas armadilhas e chegando a fazenda com uma caça muito melhor que a da semana anterior. Novamente um banquete foi posto então uma empregada veio a ele e perguntou o que fazer com o ovo. Tão satisfeito com a caça e suas descobertas ele havia se esquecido e disse não saber, quando ela se lembrou que uma das galinhas estava chocando e disse que tentaria colocar o ovo junto com os dela.
Ela chegou no galinheiro e lá estava Emengarda a galinha sobre seus ovinhos. A moça chegou bem pertinho dela e começou a conversar com a galinha lhe pedindo que chocasse aquele ovo para que pudessem ver o que nasceria, depois ajeitou o ovo embaixo de Emengarda que meio sem jeito pelo tamanho o acolheu junto aos seus. Pouco tempo se passou e todos os pintinhos chocaram menos o ovo trago pela mulher e a pobre galinha já não aguentava mais ficar ali e já dizia ao galo que iria desistir quando de repente o ovo começou a se romper e dele saiu um pássaro bem maior que os pintinhos que já haviam crescido um pouco. A águia foi criada ali junto as galinhas comendo de seu milho e vivendo como tal.
Passado já muito tempo eis que numa noite uma raposa entra no galinheiro o galo mais que depressa pula no puleiro mais alto deixando as galinhas em alvoroço e a vítima é justamente Emengarda, mãe da águia. A raposa pegou a galinha e a sacudia soltando suas penas com todos ali olhando sem saber o que fazer a águia vendo que sua mãe não teria a menor chance num surto muito mais que de desespero que de coragem avançou sobre a raposa agarrando-a com suas garras e alçando um forte voo que rompeu o telhadinho de palha do galinheiro e chegando bem lá em cima ela simplesmente destroçou a raposa. Quando caiu em si ela olhou em volta e viu que estava voando e muito alto, olhou para baixo e viu sua mãe, amigos e irmãos e retornou a eles.
Tão surpresa com o ocorrido quanto os outros ela chegou perto de Emengarda perguntou _ Mãe o que aconteceu? Como foi que eu fiz isso? _ a galinha olhou para o galo voltou-se novamente para o filho e disse _ Filho eu tenho algo para lhe dizer, você não é uma galinha. Quando você ainda era um ovo e foi trazido para mim para que eu te chocasse, só que na verdade você é uma águia e eu vou entender se você quiser partir._ a águia nada respondeu simplesmente foi para um canto e ali ficou até o outro dia. Logo que amanheceu ele chamou sua mãe e seu pai o galo e lhes falou _ Pai, mãe eu sinto muito carinho por vocês e sempre irei sentir, mas aqui não é o meu lugar, ontem quando eu voei pude ver que existe muito mais além da fazenda e que existe muito para que eu possa conhecer. E é por isso que eu decidi partir._ o pai ainda ponderou pedindo que ela ficasse para proteger sua família e amigos, mas de nada adiantou ela despediu-se de todos e alçou voo prometendo voltar para visita-los e ninguém nunca mais teve notícias da águia. "
Deus nunca erra
Um rei que não acreditava na bondade de DEUS. Tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito, Ele não erra!
Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão.
Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.
O servo apenas respondeu: Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom; e ele sabe o porquê de todas as coisas..
O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo. Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.
Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.
Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afetuosamente. Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?
Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito.
Ele nunca erra! Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo tem um propósito. Toda a manhã ofereça seu dia a Deus.
Peça para Deus inspirar os seus pensamentos, guiar os seus atos, apaziguar os seus sentimentos. E nada tema, pois DEUS NUNCA ERRA!!!
A ilha
Encontrei-me em uma ilha onde a praia tinha um cheiro gostoso de pureza e uma água tão limpa que mergulhei e fiquei embebecido de prazer. Depois havistei grandes e belos montes onde resolvi me aventurar, sem pressa eu os escalei subi cada centímetro até chegar ao topo e me deliciar com a visão que me proporcinava, do alto havistei uma bela planície que dava em uma floresta densa, decidi percorre-la e ao chegar na floresta escura e misteriosa fui adentrando até descobrir um gruta quente e úmida na qual entrei sem pensar duas vezes, me perdi nos encantos daquele lugar que me acolhia como se fosse minha casa, porém não podia permanecer somente ali havia muito mais a se ver. Então resolvi dar a volta na ilha e encontrei outra caverna que ficava entre um vale, diferente da outra essa era seca e com ar mais pesado de entrada mais dificil, mas de igual fascinação, gastei minhas forças desbravando-a pouco a pouco, cansado e sem forças resolvi dormir ali. Ao acordar e renovadas minhas energias iniciei minha jornada pela ilha decidido a reviver cada momento e descobrir novos lugares que me descem novas sensações de descoberta e liberdade. Já não estava perdido.
Conversa de Vênus, papo de Marte
Tarde de sexta dia do tradicional happy hours. Carlos havia marcado de se encontrar com seu amigo André, ambos se conheciam a anos e vez ou outra combinavam de sair juntos e colocar a conversa em dia. O mesmo faziam suas esposas Rosana e Flávia que se conheceram através dos dois e se tornaram amigas intimas e confidentes. Enquanto os homens iam para um bar tomar um chopp o programa das duas era fazer compras ou simplesmente alugar um bom filme e assistirem juntas que foi o que elas haviam combinado naquele dia.
No bar como de costume á maior parte dos homens, os amigos falavam de seus empregos, reparavam nas mulheres que estavam no bar e claro falavam de seus casamentos.
Carlos observava um casal jovem que estava com alguns amigos em uma mesa perto do bar quando foi chamado por André.
- Bela garota, não?
- Sim muito bonita, para ser sincero é um belo casal!
- É mesmo, olhando assim eu me lembro de quando eu e Flávia ainda éramos namorados, as baladas, os beijos ardentes, as declarações de amor eterno, nessa época tudo é um mar de rosas.
- Tem razão! E o sexo, sempre tão voraz, selvagem! Mas ai a gente estraga tudo se casando, dai vem as contas, as desavenças mais frequentes pelo fato de se dividir o mesmo teto e haver diferenças por mais que se goste.
- É isso ai, é um tal de "amor você deixou de novo a toalha na cama" ou "amor quantas vezes eu tenho de pedir para abaixar a tampa do vaso".
- Ah, isso não é nada! Pior mesmo são as dores de cabeça, o cansaço, enfim a vontade de transar que parece cada vez menor. Sinceramente eu não entendo o que muda nesse ponto, antes desejo a flor da pele, depois não posso, não quero, não dou...é foda!
Enquanto isso na casa de Rosana e Carlos, as amigas assistem a um filme romântico daqueles em que o cara faz tudo pela garota o homem perfeito com as atitudes perfeitas.
- Ei Rosana, eu não sei quanto a você, mas eu só me lembro do André ter sido assim no inicio do nosso namoro.
- Ihhhhhhh! Para ser sincera eu nem me lembro se algum dia o Carlos foi assim.
- Ah, deve ter sido na mesma fase que todo homem é, no começo quando eles ainda tem de nos conquistar de mostrar que são os homens certos quando a gente ainda não caiu na lábia deles por completo.
- Depois eles só querem saber de uma coisa...
- SEXOOOOOOOOOOOOOO....
Falam juntas as duas amigas e riem depois aos montes do que para elas é uma verdade absoluta.
- Agora sem brincadeira Flávia. O André reclama muito? Quero dizer ele te procura com frequência?
- Toda noite, mas eu faço jogo duro, senão é sempre igual chega rápido termina correndo e dorme. Dai eu invento uma dor de cabeça, falo que estou cansada e ele fica lá reclamando e no outro dia tá com uma baita tromba.
- Nossa são todos iguais mesmo!
No bar...
- Mulher é tudo igual, só muda o endereço! Diz Carlos.
- Veja se bate...
- Tem dor de cabeça umas 3 ou 4 vezes na semana, quando não é isso está muito cansada ou tem de acordar muito cedo.
- Carlos, você esqueceu de quando elas não querem por estar preocupadas com alguma coisa.
- Ah é, tem essa também! Não sei de onde mulher tira de levar problema para a cama. Na minha opinião cama é lugar de sexo e sono e nada mais.
- Concordo plenamente!
- E o pior André é que se o cara arruma outra na rua é um cafajeste que não vale nada, você se lembra do Rodrigo quando meteu chifre na Marcela e ela descobriu.
- A Rosana ficou um tempão falando que o cara era um filho da puta, safado e que se eu fizesse o mesmo era para fazer bem feito, pois se ela descobrisse me capava.
- Nossa nem me lembre a Flávia agiu igualzinho.
- Mas na boa Carlos, apesar dos pesares eu não tenho coragem de fazer isso com a Flávia!
- Nem eu com a Rosana! E tem hora que eu penso que isso que é o pior, afinal só tendo ela e com o jogo duro que ela faz fica difícil de aguentar.
Na casa....
- Ah Flávia na real! Tem hora que eu acho que o Carlos acha que eu sou uma árvore.
- Árvore??? Não entendi!
- É isso mesmo uma árvore, ou seja, é só trepar se balançar e depois descer.
- HAHAHHAHAHHAHHAHAHAH...
- Rosana você é demais!
- E não é verdade? Me diz se o André faz amor com você como fazia no começo, ele ainda dá atenção as preliminares ou repara se você tá com um perfume diferente ou te leva em um motel legal ou qualquer outra coisa desse tipo?
- Que nada! No muito uns beijinhos, nem dizer que me ama ou que sou linda o safado não fala mais.
- Viu, somos árvores!!!
- Nossos maridos esqueceram como é montar um clima legal, quer dizer, não tem de ser sempre, mas mandar umas flores, um cartão ou até dar aquele beijo mais gostoso antes de sair para o trabalho faz a diferença.
- Sabe que você falando me fez pensar em uma coisa Rosana!
- Em que?
- Você alguma vez falou isso para o Carlos?
- Não!
- Sinceramente me deu um estalo agora! Nós somos todos um bando de bobos, nossos relacionamentos na cama poderiam ser muito melhores se houvesse mais comunicação sobre isso entre nós.
Na conversa entre os homens...
- É isso mesmo Carlos!
- Nossas mulheres apesar de tudo nos dão um apoio danado, ambas já passaram por dificuldades junto de nós e superaram conosco.
- Tem razão!
- Acho que vou para casa ficar com minha esposa, sei lá conversar um pouco com ela quem sabe eu não descubro por que ela mudou tanto na cama.
- Eu vou com você, afinal a Flávia está na sua casa!
O suícida
Era uma bela tarde, bem tranquila. Eu caminhava pela rua distraído e despreocupado hora observava vitrines, hora olhava as belas mulheres que passavam por mim. De repente notei um aglomerado de pessoas pouco mais a frente, curioso como sou fui me aproximando a fim de descobrir o que estava acontecendo, não foi necessário nem perguntar. Foi só chegar um pouco mais perto para ouvir os gritos que vinham de um dos andares acima.
- Me despeço desse mundo cruel que só me deu pancadas!
- Para os que ficam desejo sorte, porque nesse carrossel de loucos é impossivél manter o equilíbrio!
Meu Deus eu fiquei apavorado ao ver que um homem já do lado de fora da janela ameaçava se jogar. Como pode uma pessoa querer dar cabo da própria vida? Sinceramente eu não entendia, afinal minutos atrás eu andava tranquilo pelas ruas, quer dizer, tantas coisas bonitas e boas a vida cotidiana em sua melhor forma e ao invés de aproveitar tudo isso o cara queria dar cabo de si.
Não resiste e mais uma vez movido pela curiosidade entrei no prédio cheguei ao porteiro e perguntei.
- O gente fina, em que sala está aquele louco que quer tirar a própria vida?
- No 802, mas não se preocupe eu já liguei para os bombeiros!
Só dei atenção ao número do apartamento. Resolvi subir e perguntar-lhe o que o chateava tanto para ele desejar a morte ao invés da vida. Entrei no elevador ansioso e curioso observando o contador de andares quase que desesperado, enfim cheguei ao andar e o elevador ficava bem de frente para a sala, mas a porta estava fechada. Pensei:
- Que ingênuo eu sou, se o cara está para matar-se claro que trancou a porta para que ninguém o impeça.
Então uma voz em minha cabeça atiçou, por que não tenta entrar? E foi o que fiz, girei a massa neta e não é que a porta estava destrancada.
Entrei e o sujeito nem percebeu minha presença, sorrateiramente me dirige até perto da janela puxei a cadeira de sua mesa sentei-me e perguntei:
- Por que você ainda não pulou?
Caramba se ainda não havia tido coragem para saltar quase que o fez de susto, de um salto ele se voltou para dentro do escritório e mais branco que já era questionou-me:
- Quem é você? O que faz aqui?
- Para que você deseja saber? Vai morrer mesmo não vai?
- Responda! Bradou ele.
- Meu nome é Marcos! E vim aqui para perguntar por que você quer se matar?
- Isso não é da sua conta!
- Claro que é, se você tem motivos para morrer eu quero saber para que eu jamais siga o caminho que me leve a eles.
Ele sorriu. Incrível o cara pronto para se matar e sorrindo, eu tento, mas jamais vou entender a mente humana.
- Eu tenho vários motivos para não querer mais viver!Retrucou.
- Quais são?
- Eu contrai uma dívida altíssima que não consigo pagar, isso fez com que eu me enervasse muito e tratasse mal a minha esposa além de me estressar tanto que não consigo ser homem para ela, resultado ela me traiu e abandonou-me. Hoje pela manhã quando vinha para cá fui assaltado em meio a várias pessoas e ninguém fez nada. Então me diga o que mais há para mim nesse mundo?
- É, realmente você está passando por uma fase difícil! Mas pense bem, você tem uma dívida alta que não consegue pagar, porém no Brasil calote não é crime. Você nunca ouviu o dito: " Devo não nego pago quando puder", então. Quanto a sua esposa, por mais que goste dela agora você está livre, não vai mais ter de deitar e acordar todos os dias com a mesma mulher que daqui a pouco por mais bonita que seja vai envelhecer e virar uma megera, tem muita mulher bonita por ai para morrer por somente uma e quanto ao assalto - tsetsetse - o mundo está um caos não é de hoje a violência sempre foi a arma dos fracos e se você prevalece sobre ela é porque é um homem forte e se ninguém te ajudou é porque não ligar para o mal alheio é normal dos seres humanos, o que a maioria gosta é disso, de showzinho, pode ver que ninguém lhe ajudou com o assalto, mas olha quanta gente tem lá embaixo esperando para você se espatifar.
- Bom vou indo! Obrigado por falar comigo!
Sai dali sem ouvir ele se despedir entrei no elevador pensando em como um homem podia ser tão tolo. Agarrado a meus pensamentos ganhei a rua e notei que a multidão se dispersava, olhei para cima e não mais vi o sujeito, pelo jeito resolveu viver nesse mundo de loucos.
